• Redação - 26/11/2025 09:21 || Atualizado: 26/11/2025 09:21

A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (26/11) a Operação Mãos Limpas, que mira um esquema de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Prefeitura de Teresina.

Ao todo, cerca de 100 policiais federais e auditores da CGU cumpriram 31 mandados judiciais, sendo 4 de prisão temporária e 27 de busca e apreensão, todos realizados em Teresina. A Justiça Federal também ordenou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos dos investigados, que ultrapassam R$ 40 milhões, valor estimado do prejuízo aos cofres públicos.

A investigação teve início em 2023, após denúncias de irregularidades em contratos de terceirização de mão de obra da Secretaria Municipal de Educação (Semec), referentes aos certames de 2019 e 2022,  ambos ainda em vigor. As fraudes ocorreram na gestão anterior, e os quatro servidores públicos implicados foram exonerados em meados de 2025.

Além dos ex-servidores investigados, outras quatro pessoas foram presas durante a operação, apontadas como responsáveis pelo fluxo financeiro ilícito do esquema.

As análises apontaram direcionamento de contratos, uso de empresas de fachada, indícios de superfaturamento e retenção indevida de parte dos salários de trabalhadores terceirizados.

A Operação Mãos Limpas segue em andamento, e a PF afirma que as medidas cumprem o objetivo de desmantelar toda a estrutura criminosa envolvida.

 

Leia mais:

Polícia Federal cumpre mandado na SEMEC; secretário confirma buscas