• Redação - 04/03/2026 09:53 || Atualizado: 04/03/2026 09:53

Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) desarticulou uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra pessoas que possuíam processos judiciais em andamento. Ao todo, estão sendo cumpridas 62 medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Até o momento, dez pessoas foram presas.

Batizada de Operação Falso Advogado, a ação é coordenada pela Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, em parceria com a Polícia Civil do Estado do Ceará. Também participaram equipes das Polícias Civis de Goiás, Pernambuco e Amazonas.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava técnicas de engenharia social para enganar as vítimas e teria acessado indevidamente dados processuais sigilosos. Com essas informações, os suspeitos identificavam pessoas com ações judiciais em andamento e passavam a abordá-las diretamente.

O golpe consistia na criação de perfis falsos de advogados. As vítimas eram informadas sobre a suposta liberação de alvarás judiciais e orientadas a pagar “taxas judiciais” inexistentes para que os valores fossem creditados. As transferências, na maioria dos casos, eram realizadas via PIX.

As medidas judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente em cidades do Ceará, Fortaleza, Maracanaú, Tauá, Pacatuba, Caucaia e Aracoiaba, além de Aparecida de Goiânia (GO), Manaus e Borba (AM), Recife e Paulista (PE). A operação contou ainda com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI) e da Coordenação de Serviços Virtuais da Polícia Civil do Piauí.

O coordenador do DRCC, delegado Humberto Marcola, reforçou o alerta à população. Segundo ele, advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Em caso de dúvida, a orientação é entrar em contato diretamente com o escritório por meio de canais oficiais já conhecidos.