Redação - 08/08/2026 09:28 || Atualizado: 08/08/2026 09:28
O Piauí ocupa a segunda posição entre os estados do Nordeste no percentual de crianças registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento. Dados do Portal da Transparência do Registro Civil, referentes ao período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2026, apontam que 6,73% dos registros no estado possuem exclusivamente a filiação materna.
O Piauí fica atrás apenas do Maranhão, que lidera o ranking nordestino com 9,15%. Na terceira posição aparece o Ceará, com 6,57%.
Os números revelam uma realidade que ainda atinge milhares de famílias brasileiras. No Piauí, o índice de 6,73% significa que, a cada 100 crianças registradas no período analisado, aproximadamente sete não tiveram a paternidade reconhecida no registro civil.
Além das consequências jurídicas para os filhos, como questões relacionadas a alimentos e direitos sucessórios, a ausência do reconhecimento paterno também evidencia um problema social: muitas mães acabam assumindo sozinhas responsabilidades financeiras, afetivas e relacionadas aos cuidados cotidianos dos filhos.
Fatores socioeconômicos, dificuldades de acesso a serviços públicos e a necessidade de fortalecimento de uma cultura de paternidade responsável estão entre os aspectos relacionados ao problema, que permanece como um desafio para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
No ranking do Nordeste: