Redação - 19/06/2026 16:26 || Atualizado: 19/06/2026 16:30
As investigações da PF (Polícia Federal) apuram se o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria recebido um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,4 milhões como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Líder do governo Lula no Senado, Wagner foi um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, que apura a suposta fraude financeira do Banco Master. Também está na lista de alvos Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro.
A PF identificou uma conversa de novembro de 2024, em que o senador repassava dados do imóvel a Augusto Lima, incluindo o contato de um gerente da construtora responsável pelo empreendimento, a unidade em questão e o valor.
No dia seguinte, também teria encaminhado o material digital de apresentação do imóvel.
A Polícia Federal apura se a aquisição do imóvel foi viabilizada por meio de estruturas societárias e financeiras interpostas ligadas ao grupo investigado.
A defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela PF hoje são "desnecessárias" e negou qualquer prática ilícita.
"De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos", diz o comunicado.
"Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública."
O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que nunca atuou em favor do Banco Master e que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.