• Redação - 28/05/2026 15:05 || Atualizado: 28/05/2026 16:23

O cenário político nacional voltou a ser movimentado após mais uma operação da Polícia Federal atingir o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Em menos de duas semanas, Castro foi alvo de buscas da PF pela segunda vez, agora no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude bilionária envolvendo recursos do Rioprevidência.

As investigações apuram supostos aportes do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro em títulos do Banco Master durante a gestão do ex-governador. Segundo a apuração, os valores investigados podem chegar à cifra de R$ 3 bilhões. Além da Operação Sem Refino, onde a PF investiga o Grupo Refit por suposta fraudes tributárias no setor de combustível. 

Em meio ao desgaste político, nesta quinta-feira (28), Cláudio Castro comunicou ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que não disputará mais uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026.

A desistência repercutiu imediatamente nos bastidores políticos de Brasília e também no Piauí. Isso porque aliados e adversários passaram a especular se outros nomes influentes da direita poderiam seguir o mesmo caminho diante de cenários de desgaste político e investigações.

Entre os nomes mais comentados está o senador Ciro Nogueira. Nos corredores políticos, surgiram rumores sobre uma possível desistência de sua candidatura ao Senado. Apesar disso, muitos analistas e lideranças políticas avaliam que o cenário do Piauí é diferente do Rio de Janeiro, tanto do ponto de vista eleitoral quanto do comportamento do eleitorado. Tem político afirmando que o Rio de Janeiro tem um eleitorado mais exigente e uma pressão muito maior em cima dos escândalos. Já no Piauí, os piauienses podem acreditar mais facilmente em Ciro. 

Nos bastidores, a política que pergunta que não quer calar: será que Ciro pode ser o próximo a desistir?