• Redação - 09/01/2026 09:24 || Atualizado: 09/01/2026 09:24

A gestão do prefeito de Teresina, Silvio Mendes, volta a ser alvo de críticas diante do contraste entre o anúncio do Carnaval e a dura realidade enfrentada pela população da capital. Enquanto a Prefeitura confirma a realização da festa entre os dias 13 e 18 de fevereiro, garantindo estrutura para os blocos com palco, iluminação e banheiros químicos, os teresinenses convivem diariamente com o colapso de serviços essenciais.

Em diversos bairros, o acúmulo de lixo nas ruas se tornou um problema recorrente, trazendo transtornos, riscos à saúde pública e uma sensação generalizada de abandono. A situação se agrava com a precariedade da infraestrutura dos prédios públicos municipais, muitos deles em condições inadequadas de funcionamento, reflexo da falta de manutenção e de planejamento administrativo.

Na área da saúde, o cenário é ainda mais alarmante. Pacientes com Parkinson denunciam que estão há cerca de seis meses sem receber o medicamento Prolopa, fornecido pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). A interrupção do tratamento compromete seriamente a qualidade de vida dessas pessoas, que dependem do uso contínuo do remédio para controlar os sintomas da doença. A ausência de respostas efetivas da gestão municipal apenas reforça a percepção de descaso com a saúde pública.

Outro setor em crise é o transporte público. Nos últimos dias, Teresina enfrentou greves e paralisações que deixaram milhares de usuários sem ônibus, dificultando o deslocamento de trabalhadores, estudantes e da população em geral. O sistema, já marcado por precariedade, atrasos e superlotação, expõe a fragilidade da gestão municipal em mediar conflitos e garantir um serviço básico à população.

Diante desse conjunto de problemas, o anúncio de investimentos e esforços para a realização de festas populares soa como uma inversão de prioridades. A população espera que a Prefeitura de Teresina assegure primeiro serviços essenciais, como limpeza urbana, saúde, transporte público e infraestrutura. Sem soluções concretas e respostas claras, a gestão Silvio Mendes enfrenta um desgaste crescente e críticas cada vez mais duras sobre a condução da capital.