Redação - 19/04/2026 15:15 || Atualizado: 19/04/2026 15:19
Os novos áudios da Operação Carbono Oculto 86 viralizaram nas redes sociais e colocaram novamente o nome do senador Ciro Nogueira no centro das discussões.
Divulgadas na última sexta-feira (17), as gravações teriam sido extraídas de celulares apreendidos pela Polícia Civil do Piauí e mostram conversas entre empresários investigados no esquema envolvendo postos de combustíveis, conhecidos como Postos HD. Nos áudios, os investigados citam o senador de forma recorrente, sugerindo uma suposta proximidade com um dos principais alvos da operação, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.
De acordo com o material obtido pelo ICL Notícias, empresários afirmam que Beto Louco seria “muito amigo” de Ciro Nogueira — informação que também aparece em depoimentos colhidos durante a investigação.
Beto Louco e seu sócio, Mohamed Mourad, conhecido como “Primo”, são apontados como líderes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC, com atuação no setor de combustíveis. Ambos estão foragidos desde agosto do ano passado.
As investigações também citam um episódio envolvendo uma aeronave pertencente aos empresários, pilotada por Mauro Mattosinho. Em entrevista anterior, o piloto relatou ter transportado uma sacola que aparentava conter dinheiro em espécie. Segundo ele, o voo ocorreu em agosto de 2024, mesma data em que Beto Louco teria mencionado um encontro com o senador.
Nos áudios mais recentes, mensagens trocadas entre Haran Sampaio, Danillo de Sousa e outros envolvidos reforçam que o nome de Ciro — referido como “Sena” — era citado como possível influência em negociações. Em um dos trechos, há a sugestão de que uma ligação do senador poderia facilitar tratativas com o grupo investigado.
Em outra gravação, um dos empresários afirma que o senador “já teria dito que ajudaria”, além de mencionar a criação de um grupo de WhatsApp com o nome de Ciro Nogueira entre os participantes.
Apesar das citações, o senador já negou qualquer vínculo, afirmando não ter tido “proximidade de qualquer espécie” com Beto Louco.
O caso segue em apuração e, até o momento, não há confirmação oficial de envolvimento direto do parlamentar nas irregularidades investigadas. Enquanto isso, a repercussão dos áudios continua crescendo e alimentando o debate público sobre o caso.