• Redação - 29/01/2026 13:06 || Atualizado: 29/01/2026 13:24

A Portaria nº 25/2026, publicada pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano – Sul (SDU-SUL), acendeu um alerta dentro e fora do Palácio da Cidade. O ato, assinado pelo superintendente Isaac Samuel Pereira de Meneses, nome ligado diretamente ao grupo político do vice-prefeito Jeová Alencar, institui uma estrutura própria de Planejamento da Contratação, concentrando etapas estratégicas dos processos licitatórios da pasta.

No papel, a medida se ancora na Lei nº 14.133/2021. Na prática, porém, ela levanta uma pergunta incômoda: a SDU-Sul está ressuscitando o modelo de gestão adotado na era Dr. Pessoa — o mesmo modelo que Jeová Alencar ajudou a implantar e comandar?

Durante aquela gestão, a SDU-Sul ganhou notoriedade por operar como uma espécie de ilha administrativa, sendo apontada como a única superintendência que realizava licitações sem a participação direta da SEMA, em um arranjo que sempre causou desconforto técnico e político dentro da própria prefeitura.

Agora, sob a administração de Sílvio Mendes, que assumiu com o discurso de reorganização, racionalidade administrativa e ruptura com práticas controversas do passado, a publicação da portaria soa como um movimento de retorno ao velho roteiro, travestido de legalidade.

A nova equipe instituída passa a controlar o planejamento das contratações, acompanhar a seleção de fornecedores e até atuar em diligências técnicas até a homologação dos contratos. Em outras palavras, concentra poder decisório em um núcleo reduzido, algo que, historicamente, sempre despertou questionamentos sobre transparência e controle interno.

Integram a comissão:

  • Francisco das Chagas de Morais Ferreira, Coordenador Administrativo Financeiro;
  • Rita de Cássia Lacerda Gomes, Assessora de Apoio;
  • Paulo Guilherme de Oliveira Sousa, Engenheiro Civil.

A portaria entra em vigor de imediato e revoga normas anteriores, fechando o cerco institucional dentro da própria SDU-Sul.

Diante disso, a pergunta que ecoa nos bastidores é direta e nada confortável:

A gestão Sílvio Mendes está ciente de que um modelo rejeitado por parte da administração pública no passado volta a ser implantado?  Por que apenas a SDU-Sul adota um formato próprio de planejamento e licitação?Existe padronização entre as SDUs ou cada superintendência opera conforme interesses políticos específicos?

Se a promessa era virar a página, a publicação da Portaria nº 25/2026 sugere o contrário: o passado pode estar batendo novamente à porta — agora com nova assinatura, mas o mesmo método.